20 de setembro de 2012
Como eu "quase fui pra guerra" - carlos piske
Em
1971 servi o exército e próximo do final do ano, em novembro, fomos chamados
inesperadamente para participarmos de uma manobra de guerra não prevista
para aquele ano. Cerca de 10.000 soldados,
tanques, aviões foram mobilizados às pressas no terceiro exército da
região sul. Após o fim da manobra que foi em CAmpo Erê (SC) à menos de 100 km da Argentina, voltamos
para Joinville. Mas, já no dia seguinte, retornamos para Curitiba e
ficamos no quartel do NPOR de prontidão, sem poder sair, por mais de um mes sem sabermos a
razão, com os caminhões abarrotados de equipamento de guerra, armamentos e munição.
Só ouvíamos boatos. Em 30 de dezembro, retornamos pra Joinville e só então demos baixa.
Sómente anos depois fiquei sabendo pelo livro do Coronel Dickson Grael
"Terrorismo, Aventura e Corrupção" que o Brasil pretendia invadir o
Uruguai caso os Tupamaros, que compunham uma frente democrática, vencessem as eleições(os tupamaros, que vem de
Tupac Amaru,era um grupo de guerrilheiros que lutavam contra a ditadura
de direita no Uruguai e haviam abandonado as armas e tentavam tomar o
poder pela eleição, o que não agradava aos americanos e ao exército
brasileiro). O exército jamais admitiu isso. Só que eu eu estava lá e os
boatos falavam em Uruguai, Tupamaros, fronteira do Rio Grande com o Uruguai. Foi assim que eu "quase fui pra
guerra"http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R05410.pdf. Confira aí
1 comentários:
Bem no ano em que eu nasci, você empunhou em armas!
Grande guerreiro Piske!
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