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1 de junho de 2012

COLUNA CABANA CULT!



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31 de maio de 2012

Ninguém ama como os cães - por Patrícia Grah



Segunda feira, vinte e oito de maio de dois mil e onze. Estava eu, eu minha cama com meu notebook escrevendo este texto. Ao lado dela estava minha adorável cachorra Poka. Uma daschund dócil, amável, brincalhona e o animal mais racional que eu já conheci. Eu a ganhei no natal de 2001. Ela roncava alto, estava muito doente e em meio à internação foi considerado melhor deixá-la dormir em casa. Eu a olhava serenamente enquanto ela dormia, com um semblante muito triste, mas eu tinha esperanças e, pra ser sincera eu acreditava fielmente na sua recuperação, mas ela não agüentou e veio a falecer na tarde seguinte. 

Eu ainda não consigo acreditar. Dói, e dói muito. Perdi parte da minha família. 

No momento em que escrevi este texto eu não sabia, mas agora compreendo o porquê: intuição, pressentimento talvez. E é isto que faz dele um dos meus escritos mais especiais até hoje.


Ninguém ama como os cães

Você pode voltar tarde ou demorar dias, pode até não voltar, mas seu cão estará à sua espera, e sem lhe pedir satisfações. Pode roubar sua comida, seus brinquedos ou qualquer outro pertence, e ele jamais brigará com você. Você brigar, xingar ou até humilhá-lo. Ele sempre te dará outra chance. Você pode nem notá-lo, passar direto à sua frente dele, mas ele não deixará de te perceber, e ainda, te procurará para um carinho e uma conversa amiga. 

Cachorros desde cedo nos ensinam a arte do amor, que se pode ser feliz com pouco, sem luxo, sem aparências e usufruindo apenas do que for necessário para sobreviver. Eles nos mostram que mesmo os momentos mais simples são de grande importância e que, a amizade é algo que devemos dar sem esperar nada em troca. 

Cachorros desde cedo fazem nos sentirmos amados, admirados e idolatrados, nos mostrando que mesmo que o fato de muitas vezes não sermos compreendidos não é problema e nem motivo para desentendimentos, basta um abraço e tudo se resolve e que um sorriso sela a paz. 

Cachorros vivem pouco tempo, talvez porque desde cedo já sabem ensinar o que é o amor, algo que nós, seres “racionais” levamos uma vida inteira para aprender...


Poka, em sua última foto dia 25/05/2012.

por Patrícia Grah.


29 de maio de 2012

BLACK METAL – A EXTREMA RAMIFICAÇÃO - por Murilo Soares



Quando tratamos de heavy metal, o norte catarinense é sempre lembrado por possuir uma boa demanda de bandas do gênero, que inflamadas pelas chamas adjacentes do Curupira no começo dos anos noventa, fez com que a nossa região fosse o ponto crucial de encontro de headbangers de diversas partes do Estado, País e do Mundo.

Um dos gêneros mais notórios aqui no norte do estado é o Black Metal. Um gênero extremo, com batidas rápidas, melodias e hamonias obscuras contando com letras de cunho contraditório a toda cultura religiosa empregada em boa parte do mundo. Satanismo, anti-cristianismo, mitologia nórdica, essa é a essência criada no início dos anos 80 por bandas como Venom, Mercyfull Fate, Bathory, Burzum, Immortal, Mayhem dentre outras.

Sabendo da importância dessa vertente do heavy metal, fiz questão de conduzir uma rápida entrevista com um dos bangers que participou e participa de boa parte da cena Black Metal de Jaraguá do Sul e região, um grande amigo meu e um dos melhores bateristas de heavy metal da região, o banger Dirceu Rosa, mais conhecido como Dirce.

Murilo: Fala Dirce, obrigado por participar dessa entrevista! Primeiramente, em quais bandas você já tocou?

Dirceu: Vultos, Vaginal Secration, Morbo, Impiedoso e Unholy Horde.

Murilo: No meu ponto de vista, o Black Metal é mais do que uma vertente do heavy metal tradicional, ele acaba adquirindo uma forma de ramificação filosófica por parte das pessoas que apreciam esse tipo de som, o que você poderia dizer sobre esse gênero musical em si e toda a filosofia empregada?

Dirceu: Com relação ao gênero musical, o que mais me fascina no estilo Black Metal são as variações existentes entre bandas, umas muitas vezes com um estilo mais harmônico, outras mais extremas, mas que você (particularmente falando) curte ambas da mesma forma. É a forma como estas bandas, sejam as mais extremas ou as nem tanto, conseguem unir acordes e deixam suas musicas as mais obscuras possíveis. Com relação a filosofia Black Metal, na minha opinião basicamente falando, trata-se de uma filosofia de vida aonde você não se rende a regras ou crenças ditadas por um bastardo e seguido por uma legião de submissos hipócritas, que os torna escravos de sua própria ignorância, muitas vezes privando estes fracos de assumirem e manifestarem suas próprias vontades por medo de represálias de uma sociedade ignorante.

Murilo: Como você conheceu e foi integrado à cena Black Metal de Jaraguá do Sul?

Dirceu: Na verdade, na época em que comecei a curtir metal (aproximadamente na segunda metade da década de 90), conhecia poucas bandas de Black Metal (Na época escutava bastante Death Metal), e foi nesta época que montei minha primeira banda (Vultos), e como naquele tempo não haviam muitas bandas de metal em Jaraguá, facilitava você conhecer outras pessoas do meio, e entre idas e vindas do curupira você acabava conhecendo a galera.

Murilo: Quais as bandas da cena regional que podem ser destacadas durante esses anos?

Dirceu: Império Tenebrai, Oculto, Accubitorium, Impiedoso, Pacto, Malice Garden entre outras

Murilo: Como e quando correu a idéia de agregar uma equipe para ajudar na cena headbanger da região com a criação da Horda do Dragão?

Dirceu: Com relação a Horda do Dragão, oficialmente falando eu não fazia parte da organização, lógico, sempre estava colaborando, algumas vezes participando das reuniões, ajudando nos shows, etc, mas a idéia surgiu justamente devido a carência que a região tinha quando o assunto era shows de metal, e a idéia da Horda era justamente suprir essa necessidade. Com relação a época que deu inicio a Horda, se não me falha a memória foi entre 2007 e 2008.

Murilo: O que você acha da cena Black Metal atual do nosso Estado e da nossa região?

Dirceu: Em minha opinião de uns anos para cá a cena deu uma esfriada, e para mim, falando especificamente da nossa região, o principal motivo foi que a Horda do Dragão, que estava sendo a principal responsável nas organizações de shows também deu uma parada. Esperamos que este cenário melhore nos próximos meses.

Murilo: Quais bandas do gênero vocês podem destacar para quem está curioso a conhecer o Black Metal?

Dirceu: Essas são bandas que particularmente eu curto: Setherial, Immortal, Mayhem, Dissection, Desdominus ( banda nacional ), HellHem, Darkthrone, Emperor, Entroned, Dark Funeral dentre outras.



Murilo: Dirce, valeu mesmo por dispor o seu tempo em responder as perguntas, deixa aí um recado para o pessoal que vai ler essa entrevista! Hail! 

Dirceu: É foda o cara ver como a cena headbanger em geral hoje em dia perdeu tanto o respeito, e infelizmente uma grande parcela de culpa relacionada a isto se da ao fácil acesso a informações pela internet, onde qualquer um pode, por exemplo, baixar a discografia completa de uma banda de um dia para o outro e passar a “conhecer” a mesma, sem ter o trabalho de procurar se informar e souber o que realmente está escutando.

por Murilo Vieira Soares.

Banda Espanhola, “FITO Y FITIPALDIS” - por Fernanda Vasconcelos



Banda Espanhola, “FITO Y FITIPALDIS” – Há uns anos atrás ganhei um cd dessa banda e gostei logo de cara. Rock and roll com muita personalidade, num conjunto muito bacana, com letras e instrumentais show de bola. 


Adolfo Cabrales, o Fito, que gosta de rock desde muito pequeno, formou sua banda em 1989. Em 1991 publicou seu primeiro trabalho, “VOY A ACABAR BORRACHO”. Sendo assim, seu primeiro passo para alcançar o espaço da banda na década de 90, como um dos ícones do rock cantado em espanhol. 

Sua nova discografia foi lançada em 1992, a “BURROCK’ N’ ROLL”, porém as vendas não foram bem sucedidas. 

Mais tarde lançariam “VAMOS TIRANDO” (1993), “HAY POCO ROCK & ROLL” (1994), o direto “A PELO” (1996), “7” (1997), “CORREOS” (2000), e as coleções póstumas “HAY MUCHO ROCK & ROLL VOLUME I” (2002) e “HAY MUCHO ROCK & ROLL VOLUME II” (2005). 

Quem não conhece, vale a pena da uma conferida, mesmo que seja pelo youtube. Garanto que não vai se arrepender. 

Para quem ficou curioso, veja abaixo uns vídeos da banda:





por Fernanda Vasconcelos.

25 de maio de 2012

FRADE NEGRO divulga capa do novo disco.



A banda jaraguaense FRADE NEGRO disponibilizou a arte da capa do seu novo álbum intitulado “Black Souls in the Abyss”. O material foi concebido pelo renomado artista estadunidense Edward J. Repka, que já desenvolveu trabalhos similares para bandas como: Death, Megadeth, Sanctuary, Nuclear Assault, Possessed, Venom, entre outras. “Black Souls in the Abyss” é o primeiro trabalho de uma banda brasileira assinado por Edward J. Repka, e será lançado no Brasil através da MS Metal Records no segundo semestre de 2012. Estamos no aguardo!



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23 de maio de 2012

Sempre quis ser inteligente - por Patrícia Grah


A vida, em si, seja ela humana ou animal, é uma sucessão de desafios. Primeiro aprendemos a chorar para pedir comida, para avisar que estamos doentes, que queremos alguma coisa, depois, temos que aprender a difícil tarefa de engatinhar. Em seguida aprendemos a andar. Quantas vezes, em média, será que caímos até aprender andar? Meu Deus...

Depois vem a escola e, aquela maldita matemática. Nunca compreendi porque eu precisava saber o valor do PI (3,14), se até hoje eu não o utilizei em minha vida. Deixa que os (loucos) que gostam disso calculem pra mim! Simples assim.

Não bastasse a matemática, vieram as matérias de física e química, ai meu Deus! Mais cálculos que eu não queria aprender, não queria saber fazer e nem para quê afinal eles serviam. Isso me revoltava, porque eu “não era inteligente”.

Terminar o ensino médio me parecia uma missão impossível. Odiava tanto ir ao colégio que reprovei duas fases por excesso de faltas. Mas nem tudo era ruim: eu gostava das aulas de artes. Era a única matéria que eu tirava dez e recebia elogios. Desenhava tão bem que uma época, enchi as paredes do meu quarto com desenhos meus e todo mundo achou lindo. É, era só disso que eu gostava mesmo. Eu sonhava em saber conversar sobre tudo, mas eu não me interessava por nada...

Não sei como, mas eu me formei. Tirei esse peso dos ombros e realizei um sonho: ter todas as noites livres para não fazer nada. É, acredite, nada! Perdi alguns anos vendo novela e lendo gibis, o que fazia de mais interessante, além de trabalhar, era beber uma cervejinha com os amigos.

Com esta rotina então, eu aprendi outra coisa: não fazer nada era muito chato. Era tedioso e, principalmente, não faria de mim uma pessoa inteligente. Entrei para a faculdade.

Memória enferrujada, ler um livro era um tormento, mas era minha obrigação como aluna, pagante, saber do que aquele trabalho se tratava e, a cada livro novo, a cada trabalho novo, eu ia sentindo uma vontade maior de aprender coisas novas. Percebi que lendo, aprendendo, vivendo mais, eu me tornava uma pessoa cada vez mais segura, mais sábia e comunicativa.

Freqüentava palestras e analisava meus professores. Eu não sabia muito bem o porquê de eu gostar das pessoas inteligentes e por quê exatamente, elas eram inteligentes, mas eu sabia que eu gostava de estar junto delas. Demorou, mas em algum momento eu percebi que esse lance de aprender era fantástico, e que, pessoas inteligentes eram aquelas que agregavam, de alguma forma, algo de bom, algo que eu pudesse colocar em prática no meu cotidiano.

Foi então que fui auto descobrindo-me e, revelando ao mundo coisas que nem eu sabia que possuía, valores guardados em mim, que eu nunca havia me dado conta.

Mas afinal, o que é ser inteligente?

Bom, isto vai da concepção pessoal de cada indivíduo. Uns, acreditam que é aquela pessoa que faz contas fantásticas, guarda nomes, fisionomias ou aprende a tocar um instrumento com facilidade, mas para mim, é algo muito mais simples de relatar, mas difícil de pôr em prática: " - Ser inteligente é ser você. É não ter medo de expor sua opinião. É ter a certeza de que muitas pessoas não irão concordar com você, e mesmo assim defender o que é a SUA verdade. É estar ciente de que nenhuma verdade é absoluta. É aprender aonde e por que buscar conhecimento. É aprender a arte de aprender sem máscaras, sem medos, sem ser negativamente influenciável."

É você viver mil coisas para que, mais tarde saiba avaliar o que foi construtivo, ou não para sua realização pessoal e, de fato, ver novelas não foi nada construtivo.

Descobri que esta “inteligência” que sempre busquei, na verdade, pode ser chamada de “auto confiança”, pois foi quando a descobri que consegui aquilo que sempre vi como meu maior objetivo: ser ouvida! Nem sempre compreendida, nem sempre admirada, mas conquistar meu espaço no mundo como alguém que “sabe causar”.

Quando pequenos, precisamos aprender tudo aquilo que necessitamos para nossa sobrevivência, quando adultos escolhemos o que queremos aprender e com isto moldamos nosso caráter e personalidade, de modo a sermos ou não pessoas realizadas.

Fazer isto com êxito, isto também é ser inteligente, e esta, é a MINHA verdade.

por Patrícia Grah.


18 de maio de 2012

Banda Princípio Ativo - Jaraguá do Sul



A banda Princípio Ativo está na estrada há sete anos, tocando muito pop rock nacional e internacional. No repertório bandas e artistas como Cazuza, Frejat, Cpm22, Detonautas, Skank, Mamonas Assassinas, Queen, Beatles, Creedence, Creed, Red Hot, Nirvana entre outros. 
Com um repertorio amplo e cheio de novidades, o intuito da banda é de sempre fazer uma grande apresentação. 
A banda tem no currículo algumas apresentações especiais como abertura de shows das bandas Nenhum de Nós e Dazaranha. 
Todos os integrantes da Principio Ativo já estão na estrada há muito tempo, não somente com a banda, mas em outros projetos musicais. 


A Princípio Ativo é formada por Willian (vocal), Diego (baixo), Beto (bateria) e Ricardo Vicenzi (guitarra).

Contatos para shows: (47) 3372-3485 ou (47) 9168-8048.





COLUNA CABANA CULT!


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17 de maio de 2012

SYLVIO PASSOS, O BAÚ DO RAUL - por Fernanda Vasconcelos


Esse é o paulistano que no inicio não gostou das músicas do Raul Seixas, tinha um fã clube do Led Zeppelin e por achar muito difícil conhecer Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones, após ouvir o LP Krig-Ha, Bandolo do Raulzito passou a ser fã. Foi então que decidiu colocar anuncio no jornal com a finalidade de trocar tudo que tinha do Led Zeppelin por coisas do Raul, incluindo endereço e telefone. 

Até que um dia o presidente do Cavern Club, fã-clube dos Beatles o Luiz Antonio da Silva, ligou para o Sylvio dizendo que havia entrevistado o Raul, para confirmar a história do encontro dele com o John Lennon e assim passou o endereço e telefone do Raul. 

Sylvio levou uns dois dias para tomar coragem e ligar. E quem atendeu? RAUL, que conforme o relato do Sylvio, estava completamente bêbado. Quando ele se apresentou, Raul pensou que era o Silvio Santos. (risos) 

Foi então que o Sylvio falou que estava fazendo um fã-clube para ele. Raul ficou surpreso e o convidou para almoçar. Uns dois dias depois estava Sylvio Passos na casa do Raulzito. Após alguns encontros Sylvio deixa de ser apenas um fã e passa ser um amigo de Raul. 


O Raul Rock Clube, fã clube oficial, foi inaugurado no dia 28 de junho de 1981, no dia do 36° aniversário de Raulzito. Desde então Sylvio e seu mais novo amigo de infância Raul passaram a gravar músicas inéditas e apoiou Raulzito em momentos difíceis que antecederam seus últimos anos. 


Como sinal de agradecimento e reconhecimento dessa amizade, Raul deixou para Passos suas memórias, tais como: gravações, manuscritos, livros, discos, fotos e até roupas do mito. Passos tem o maior acervo de materiais do Raul Seixas. 



Para vocês sentirem um gostinho de como eram feitas essas gravações nós vamos postar umas faixas. Confira no fim do texto.



Com a riqueza que está em suas mãos, Passos foi um dos elementos chave mais importantes para a realização do filme RAUL SEIXAS – O INICIO, O FIM E O MEIO. 



Hoje em dia Passos se divide entre a divulgação do filme, shows com sua banda PUTOS BROTHERS BAND (já apresentada no Cabana Cult) e com a peça teatral MEU AMIGO RAUL, que vem sendo apresentada no interior de São Paulo e já tem projeto para uma temporada em São Paulo Capital. 


Para os que não viram segue abaixo um vídeo da banda: 


Vídeo da peça MEU AMIGO RAUL 





16 de maio de 2012

Mütley Rock e Chinchilas Selvagens no Cabana Audio Studio



Ensaio das bandas Mütley Rock e Chinchilas Selvagens no Cabana Audio Studio



Fotos e animação por Tony Mokan.


Em cima, da esquerda para a direita:
Tiago Diemer, Joni Duve, Everton Scharam, Jeferson Roters, Dirceu , Waldecir Monteiro, Fabiano de Camargo, Camila da Rosa e Adriana Kuster.

No chão, da esquerda para a direita:
Gean Krieslel, Tony Mokan, Deani Duve, Michele Devigili, Coxinha e Paulico.

14 de maio de 2012

ANGRY BEAR – Novo trabalho da banda Fly-X


A banda Fly-X estará comemorando 15 anos no próximo mês. E com a mesma formação. Fato raro na cena underground (ou independente). Pois devido falta de incentivo e lugares para tocar, muitas bandas começam e terminam sem ao menos registrar seu trabalho. 

Os três amigos começaram a tocar no inverno de 97. Com Kélson Marcelo na bateria, João Luis na guitarra e voz, e Vagner Assis na guitarra e voz. Com influências de The Beatles, Nirvana, Sonic Youth, John Davis, Superdrag, Foo Fighters, Redd Kross, The Posies, Sunny Day Real Estate, Helmet, Slayer, Sepultura.


E os garotos de Guaramirim estão chegando ao seu quarto álbum. Angry Bear foi gravado no estúdio próprio da banda. Ao contrário dos três primeiros que foram gravados em estúdios profissionais e com produtores renomados, esse álbum foi todo desenvolvido pela banda. Investiram em equipamento e tiveram o prazer de tocar em casa. Fato que parece ter contribuído muito para o resultado final do álbum. Com um som mais maduro e intenso, Angry Bear é um disco pra se ouvir inteiro. Misturando agressividade e peso, e letras com temas densos e de conflitos pessoais. Destaco a faixa título Angry Bear, gostei bastante também de Alien Life e Losing Ground. 

A arte do encarte do CD é autoria do designer gráfico Franco Giovanella, e as fotos foram feitas em Corupá pelo grande fotográfo Raphael Gunther. Esse encarte com fotos em p&b ficou em sintonia com a atmosfera musical do álbum. Pesada!



Discografia

Demo-tape: Unstable Sand (1998) 

Demo-tape: Secrets Sounds (1999) 

CD: Fly-X (2003) 
Com este cd, a banda foi considerada por produtores e jornalistas do Brasil como a 3º melhor banda independente revelação do Brasil, participando da festa da premiação em São Paulo ao lado de ícones da música, como Sepultura, Ratos de Porão, Pitty, e outros, presença da MTV e imprensa especializada. 

CD: Dirt On My Shoes (2005) 

CD: Despertar (2009) 

CD: Angry Bear (2012) 

Kélson faz uma interessante análise sobre a gravação da primeira fita k7 (DEMOTAPE) e compara com o último trabalho: 

“Passaram-se 14 anos quando empolgados, gravamos nossas primeiras músicas. 
Em Junho deste ano, a banda completará 15 anos com sua formação original Kélson Marcelo, John Borges Vagner Assis mantida, fato pouco comum na música independente. Esta semana chegará da fábrica o 4º CD e, olhando para trás, não há como esquecer a nossa primeira gravação, feita em fita K7, ao vivo, em 4 canais. Não foi gravada em estúdio e sim no palco do templo sagrado da música independente, o Curupira Rock Club, em uma tarde de sábado chuvosa por Edson Luís de Souza. Em 1998 os tempos eram outros, bem mais difíceis a divulgação era precária, basicamente conseguíamos atingir apenas familiares, amigos, amigos dos amigos, no boca a boca, shows. A demo-tape (fita K7) eram enviadas por cartas. A comparação atual, com a internet e aquela época, com cartas, é incrível. Hoje nossas músicas podem ser escutadas por qualquer pessoa, e em qualquer canto do mundo. Basta acessar a internet para ver os vídeos, ou baixar os discos que disponibilizamos”.


Contatos para shows e compra de CD’s: Kelson Marcelo (47)8454-6309. 




por Silvio Boppré.

11 de maio de 2012

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é... - por Patrícia Grah


- Como já disse Caetano Veloso. 

Já que não me dão chance para falar, eu escrevo. 

Quem me vê sorrindo, não sabe dos fantasmas que eu carrego por ser uma pessoa sincera. E essa mesma sinceridade que me aproxima de muitas pessoas, é recebida como bala de canhão por outras. Nesta vida dever ser muito mais fácil ser hipócrita, fútil e mascarado, porque a verdade dói. A verdade, a sinceridade e a preocupação com a harmonia cotidiana são bombas. Não são aceitas por todos. 

Todo ser humano é meio bipolar. Se todos tivessem o mesmo humor todos os dias seria monótono demais. Eu sou a pessoa mais simpática do mundo, e também a mais antipática. Eu sou a pessoa mais calma do mundo, e também a mais nervosa. Eu sou bipolar. Eu tenho defeitos. Eu sei disto, mas são poucas as pessoas que os aceitam. 

Vivemos em uma constante mutação, física, psicológica, concreta e abstrata. Dia a dia nos deparamos com fatores que vão constituindo uma mudança intrapessoal que muitas vezes acaba sendo muito significativa em nosso cotidiano. O que me incomoda é quando nossa mudança é construída através de outras pessoas, que vivem em uma caverna, numa era pré histórica aonde as coisas tinham que acontecer sempre do mesmo modo. Basta uma peça no quebra cabeças ser mexida e não sabem mais remontar, não percebem que a nossa evolução só acontecerá quando nossas idéias entram em um conflito. Em outras palavras, o que me revolta, é a dificuldade que algumas pessoas tem em aceitar a verdade, não dando a si mesmas a chance de sequer ouví-la, como se fossem seres perfeitos, achando que são o centro do universo e que o restante do mundo é que não está de acordo com os seus princípios. 

Eu quero evoluir, eu quero ser alguém melhor, mas eu preciso de espaço e de alguém que olhe para si mesmo antes de apontar o dedo para meu nariz e que reconheça meus valores, e o quanto eu venho lutando para melhorar. Todos os dias eu faço uma auto análise antes de dormir e assim percebo o quanto eu sou um ser imperfeito,porém, posso mudar. Talvez, fora do meu mundo, as pessoas não percebam, mas estas mudanças vêem acontecendo, dia por dia e eu as vejo através de um aspecto muito positivo. 

É fácil julgar os outros, difícil é enxergar aquilo que aborrece as pessoas ao seu redor e admitir que é preciso mudar! 

A vida não é fácil pra ninguém, mas cabe a cada um fazer a sua parte!

por Patrícia Grah.

COLUNA CABANA CULT!


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10 de maio de 2012

A NOVA LEI SECA - por Alexandre Porkys Schmidt


Depois de anos bebendo e dirigindo venho aqui falar de um assunto polêmico que fode a minha ideia e de mais uma grande massa hipócrita: a tal da lei seca.
Vou expor os fatos da forma que devem ser: se liguem, o bêbado não tá nem aí se vai ficar 3 anos preso depois de matar alguém. O bêbado motorista não quer saber se a multa vai ser R$ 900 ou R$ 5.000. Pra ele tanto faz, tanto fez. Os pistões de seu motor 1.0 (ou 1.8 16v) vão explodir igual ao álcool que corre por dentro do coração dele.

Nessa hora o querido leitor estará me crucificando (já sinto as chagas), mas vejam da seguinte forma: de nada vai adiantar aumentar a pena para o motorista bêbado, se não temos fiscalização.
E vou além disso. Proponho uma nova solução. Aliás, proponho três:
1 - Implantação de transporte público com tarifa única de hora em hora para os bairros durante toda a madrugada nos finais de semana. (Ah vá, a Canarinho vai fazer isso mesmo?)
2 - Taxi com 70% de desconto com quem passar com o grau de alcoolemia em mais de 0.1 mg/l no bafômetro, neste caso isentando o taxista de pagar IPVA e outros impostos. (Ah vá, a prefeitura, o governo estadual e federal vão deixar de arrecadar mesmo?)

3 - Liberação para o uso de bicicletas elétricas com motores de até 250W, ou bicicletas com motores a combustão de até 50cc, por qualquer pessoa (com ou sem CNH) sem restrição. (Ah vá, o DETRAN, e todos os outros órgãos vão deixar de arrecadar também?)

Pense bem, você cidadão, que contribui diretamente ou indiretamente para toda a sociedade. Existem várias soluções, mas deixar a lei ainda mais rigorosa não vai resolver.

por Alexandre Porkys Schmidt


NOVA PISTA JÁ!

A única pista de skate/inline/bmx da cidade está sofrendo abandono por estar situada em uma área imprópria para tal, onde ocorrem crimes, tráfico e consumo de drogas e entorpecentes e prostituição. Esta pista é frequentada por talentosos atletas desta cidade (reconhecidos até mesmo fora do estado), que não tem envolvimento com nenhum dos males que assombra este lugar, mas que acabam obrigados a conviver com eles. Perante tudo isto, nos comprometemos a mudar este plano e começamos um abaixo assinado que pode mudar a história destes esportes em nossa cidade, mas para isto, precisamos do apoio de todos que acham isso importante para Jaraguá do Sul e região. Os atletas que carregam o nome desta cidade dentro e fora do estado merecem mais. Fora ainda as pessoas que tem esse tipo de esporte como hobby ou pais que tem vontade de incentivar os seus filhos mas por temerem o local que hoje a pista é situada, deixam de levar as crianças para a pratica do esporte. 



"Quando eu era mais novo, lembro que Arthur Müller lotava, quando no passado ele era conservado. Depois de um tempo não se via mais skatistas/bmx/inline no local com tanta frequência devido o abandono e falta de manutenção da pista, fazendo que os atletas e praticantes locais tivessem que buscar outros "picos" para a pratica do seu esporte, e até mesmo em cidades vizinhas como Guaramirim que tem uma pista privilegiada. Também tinha o halfpipe atrás da Madri que era sempre cheio, mas dai quase eu nem lembro, pois era muito novo" diz André Alessi.



O objetivo desta petição publica é para reivindicarmos um espaço novo para a pratica destes esportes já citados. Tendo como foco, a união dos jovens longe das drogas, amizades, incentivo aos antigos e novos atletas, e trazer reconhecimento para cidade que possui muitos atletas que mesmo de forma improvisada treinam e evoluem. Espaço para seus pais e avós levarem seus filhos e netos para um esporte saudável. 


Assim que chegarmos a 1.000 assinaturas, nos comprometemos a entregar este abaixo assinado nas mãos do(a) prefeito(a) e vereadores junto ao projeto da nova pista.

Apoie a causa. Assine agora mesmo:
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=pistaja

Evento do facebook:
http://www.facebook.com/events/299118833505623


NOVA PISTA JÁ!



Estamos abertos a receber novas ideias e projetos da nova pista: 

pistajajaragua@gmail.com


Agradecendo o espaço, 
Henrique, Repolho(André Alessi), Giga e Bizarrinho. 

Em breve o site www.pistaja.com.br estará no ar para mais informações.





9 de maio de 2012

Novo Colunista Cabana Cult - CARLOS PISKE


Rellow everybody! 
Pra quem não me conhece, meu nome é Carlos Fernando Piske, mais conhecido pelo "nickname" Carlinhos. Sinto-me muito honrado pelo convite que meu amigo, irmão camarada Paulico, me fez para fazer parte do Cabana Cult - que hoje desponta como a maior referência pra quem curte a cultura em todas as suas manifestações. 
A parte que me cabe neste latifúndio cultural é resgatar a história do rock'n'roll e de todas as bandas aqui da cidade, como também eventos e acontecimentos relacionados ao rock nas últimas 5 décadas. Além de muito material fotográfico, entrevistas e muitas histórias hilárias. Aguardem!


8 de maio de 2012

Rollmops e Sushis na Filosofia do Cotidiano - por Pedro Lopes



Você provavelmente já deve ter muito pensado (silenciosamente com seus botões) sobre os seus valores. Como são diferentes, quando comparados com os dos teus conhecidos, amigos, pais... Nossa! 
Por isso, é fundamental que entendamos a grande importância do cultivo de dois conceitos: o da tolerância (quanto a suportar alguém mesmo que com pensamentos e atitudes contrárias às suas), e; da condescendência (que nos faz ceder aos sentimentos ou aos desejos do outro). 
Estes conceitos são mais do que meras palavras. Eles nos oferecem a percepção profunda de que cada um pensa diferente. Maravilhosamente diferente. Graças à sábia natureza humana. 
Mesmo nos pontos onde divergimos frontalmente de alguém, a sinergia entre ambas as percepções criam em ambos uma nova postura, submersa e imperceptível às vezes, uma nova perspectiva da realidade. Somos acrescidos daquilo que a discussão produz, que é uma nova reflexão, agora múltipla, sobre aquele ponto de vista. 
Mas, principalmente, incorporamos que há outro ponto de vista. E que este outro ponto de vista pode ser mais amplo, mais bem focado, por conta de conter outro olhar sobre aquele ponto. Ou, simplesmente, porque ele é meramente apenas mais um ponto de vista. 
A sabedoria está em se alimentar na discussão criativa e bem humorada com alguém que diverge das nossas opiniões, não no desejo de suplantá-lo com nossas certezas. 
Cabe ao sábio viajante, portanto, ir ao boteco da esquina provar aquela cachacinha com matinho dentro e deliciar-se com o muito curtido rollmops, ouvindo e participando das populares conversas sobre o cotidiano alheio, política vil ou sobre o sectário futebol. 
Ou ir a um bom restaurante ou sushi-bar, com amigos e/ou “carametades”, tervigersar sobre o universo e o nada, ou ambas as coisas. 
Melhor ainda é ver olimpicamente invertidos estes conteúdos de conversas com estes locais... 
De qualquer forma, deveríamos todos empregar a filosofia contida na seguinte frase: 
“Prefiro, mais, contigo dividir nossas incertezas, do que nos digladiar com nossas convicções.”

por Pedro Lopes de Oliveira 
Historiador, Publicitário e Terapeuta 
Jaraguá do Sul – SC  |  plo@netuno.com.br